terça-feira, março 27, 2007
Teoria da Edição ou A Arte de Como Encher Chouriços
«…e as pessoas interessadas não coiso.» (Magister dixit). E assim se finou o semestre de Teoria da Edição! Pode esta frase homérica resumir todo o trabalho levado a cabo ao longo de meses. Na verdade, os privilegiados estudantes que, graças à sua mais sublime fortuna, tiveram o seu nome inscrito na folha de alunos, puderam privar com o conhecimento, o saber, a erudição. Sabem, à presente data, não só tudo quanto necessitam saber do mundo editorial, como também muito mais, porque o saber não ocupa lugar. Um luxo! Sabemos agora que o famigerado António Lobo Antunes não é senão um «filho da puta» (Magister dixit). Mais um prémio a juntar às suas muitas outras distinções. Sabemos agora que a publicidade e o marketing são armas poderosíssimas que nascem nos bolsos e, sem se dar por isso, são coisa para ocupar 3 horas de conversa… conversa capaz de envergonhar os risíveis Zézé e Toni, ou se preferirmos, José Pedro Gomes e António Feio. Sabemos agora que a caixa de correio electrónico pode ultrapassar as 2000 mensagens não lidas, sendo que são, na sua maioria, propaganda para aumentar o pénis, coisa redundante para quem o tem já «suficientemente grande» (Magister dixit). Sabemos agora que o correio normal nacional custa 0.30€ e que o correio azul nacional custa 0.45€. Pode, desta forma, uma editora poupar um número desmesurado de Euros, isso sabemo-lo, só não sabemos por que não o faz! Sabemos agora que há livros de primeira e de segunda. Livros que podem não ser editados por não pertencerem à primeira linha, à fina-flor da literatura. A prática, a visão de mercado, o sentido comercial é algo que não tem peso em nenhuma circunstância, porque o peso recai todo na metafísica e filosofia da edição. Afinal são elas que colocam o pão na mesa e é devido a elas que o mundo «pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança».
Grandíloquos temas à mercê de quem vive à custa dos pais (Magister dixit) e de quem não tem acção (Magister dixit) pela inércia crónica de que padece.
Meses a fio de blá blá blá, qualquer coisa que espremida dá muito pouco sumo. É mais um argumento a juntar ao facto de se ter pago um bilhete de 1ª Classe viajando-se em turística. Quem, ao leme de uma turma, se engana tanto nas datas parece não saber a quantas anda ou o que faz, quem diz uma coisa agora e desdiz depois não leva a sério o seu trabalho… nem o dos outros! Para que serve afinal uma data? E cumpri-la? E dedicar-se? De que serve o brio, o esforço, o aprumo? Não se percebe o critério, ou sequer se existe um, não se dá conta da evolução, não há a ideia mínima de devir… as coisas são assim, assim como ilustra um encolher de ombros, assim só porque sim! Bagatelas porque se está na terra delas…
E no turbilhão das terças-feiras ninguém aponta e brada que, afinal, o rei vai nu, ainda que no espaço das paredes daquele corredor haja muitas almas a sabê-lo em lapsos momentâneos de Razão. Fora dele é maior a cobardia do que a vontade!
Mais do que muitas, imensas, inenarráveis, uma atrás da outra… Que tremenda filhadaputice!
Porquê isto agora? Porque a esperança no novo começar era muita mas a evidência anuncia mais do mesmo. Sem tiradas de génio, sem golpes de asa, sem o quente do bom gosto, sem o tesão da inteligência, sem, sem, sem… Mil vezes sem. É por isto que, ainda que pareça pouco, nasce e permanece em mim um «supremíssimo cansaço, Íssimo, íssimo, íssimo».
«…e as pessoas interessadas não coiso.» (Magister dixit). E assim se finou o semestre de Teoria da Edição! Pode esta frase homérica resumir todo o trabalho levado a cabo ao longo de meses. Na verdade, os privilegiados estudantes que, graças à sua mais sublime fortuna, tiveram o seu nome inscrito na folha de alunos, puderam privar com o conhecimento, o saber, a erudição. Sabem, à presente data, não só tudo quanto necessitam saber do mundo editorial, como também muito mais, porque o saber não ocupa lugar. Um luxo! Sabemos agora que o famigerado António Lobo Antunes não é senão um «filho da puta» (Magister dixit). Mais um prémio a juntar às suas muitas outras distinções. Sabemos agora que a publicidade e o marketing são armas poderosíssimas que nascem nos bolsos e, sem se dar por isso, são coisa para ocupar 3 horas de conversa… conversa capaz de envergonhar os risíveis Zézé e Toni, ou se preferirmos, José Pedro Gomes e António Feio. Sabemos agora que a caixa de correio electrónico pode ultrapassar as 2000 mensagens não lidas, sendo que são, na sua maioria, propaganda para aumentar o pénis, coisa redundante para quem o tem já «suficientemente grande» (Magister dixit). Sabemos agora que o correio normal nacional custa 0.30€ e que o correio azul nacional custa 0.45€. Pode, desta forma, uma editora poupar um número desmesurado de Euros, isso sabemo-lo, só não sabemos por que não o faz! Sabemos agora que há livros de primeira e de segunda. Livros que podem não ser editados por não pertencerem à primeira linha, à fina-flor da literatura. A prática, a visão de mercado, o sentido comercial é algo que não tem peso em nenhuma circunstância, porque o peso recai todo na metafísica e filosofia da edição. Afinal são elas que colocam o pão na mesa e é devido a elas que o mundo «pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança».
Grandíloquos temas à mercê de quem vive à custa dos pais (Magister dixit) e de quem não tem acção (Magister dixit) pela inércia crónica de que padece.
Meses a fio de blá blá blá, qualquer coisa que espremida dá muito pouco sumo. É mais um argumento a juntar ao facto de se ter pago um bilhete de 1ª Classe viajando-se em turística. Quem, ao leme de uma turma, se engana tanto nas datas parece não saber a quantas anda ou o que faz, quem diz uma coisa agora e desdiz depois não leva a sério o seu trabalho… nem o dos outros! Para que serve afinal uma data? E cumpri-la? E dedicar-se? De que serve o brio, o esforço, o aprumo? Não se percebe o critério, ou sequer se existe um, não se dá conta da evolução, não há a ideia mínima de devir… as coisas são assim, assim como ilustra um encolher de ombros, assim só porque sim! Bagatelas porque se está na terra delas…
E no turbilhão das terças-feiras ninguém aponta e brada que, afinal, o rei vai nu, ainda que no espaço das paredes daquele corredor haja muitas almas a sabê-lo em lapsos momentâneos de Razão. Fora dele é maior a cobardia do que a vontade!
Mais do que muitas, imensas, inenarráveis, uma atrás da outra… Que tremenda filhadaputice!
Porquê isto agora? Porque a esperança no novo começar era muita mas a evidência anuncia mais do mesmo. Sem tiradas de génio, sem golpes de asa, sem o quente do bom gosto, sem o tesão da inteligência, sem, sem, sem… Mil vezes sem. É por isto que, ainda que pareça pouco, nasce e permanece em mim um «supremíssimo cansaço, Íssimo, íssimo, íssimo».
segunda-feira, março 19, 2007
Mãos à obra
Novo semestre, vida nova. Seguindo o conselho do post anterior, vamos pôr mãos à obra...

... para quando o próximo jantar?
Novo semestre, vida nova. Seguindo o conselho do post anterior, vamos pôr mãos à obra...

... para quando o próximo jantar?
quinta-feira, março 08, 2007

Caros colegas,
O segundo semestre está a começar. Por isso, mãos-à-obra e toca o blogar aquilo que vos der na real gana. Até agora, temos sido sempre os mesmos a encher este espaço que é de todos. PARTICIPEM, pois estamos ansiosos pelas vossas palavras e pelas vossas imagens.
Legenda da foto: como é dura e difícil a vida (três futuros editores numa cansativa sessão de trabalho).
Pensem bem antes de abraçarem esta profissão tão desgastante .